A república da desfaçatez.
O PT não muda. Finge
que muda, mas mente. Só não vê quem não quer. E são tantos os exemplos que não
vale a pena citá-los todos. Fiquemos, pois, com o mais recente. O presidente
nacional do PT, Rui Falcão, diz que Tarso Genro mudou de idéia. Que não
condiciona mais a presença de Dilma apenas no seu palanque eleitoral. Que Tarso
apenas não quer que a presidente divida sua atenção com candidatos de outros
partidos. Ou seja, que se ela não pode priorizar os candidatos do PT nos
estados onde existem outros candidatos de partidos da base aliada, que não
formalize seu apoio a ninguém. Que fique neutra.
Nada de novo. Mudar
de opinião é com Tarso. Ele já provou que vai da simples bravata, passando por
promessas não cumpridas, até a desmoralização do termo peremptório. Mas como é
do seu feitio, o governador gaúcho já trata de desmentir, através dos seus
porta-vozes, a declaração de Falcão. Segundo eles, Tarso não mudou de idéia.
Por vias das dúvidas
(e que são muitas), o presidente estadual do PT, Ary Vanazzi, já trata de achar
uma alternativa para a possível “insubordinação” de Dilma. O plano B seria
colocar o ex-presidente Lula no palanque exclusivo de Tarso. Essa sim se trata
de uma idéia coerente. Dois mentirosos no mesmo palanque têm tudo para dar
certo. Ou alguém não se lembra da maior de todas as mentiras de Lula? Aquela onde
ele disse não saber da existência do Mensalão. É ou não é um perfeito
alinhamento das estrelas?
Preparemo-nos agora
para outra grande desfaçatez de Tarso: Ele vai minimizar a importância da
renegociação da dívida do Estado para com a União. Outra exigência de Tarso
para concorrer à reeleição. Tudo por causa do fracasso das suas negociações com
a equipe econômica de Dilma. E assim, de mentira em mentira, o PT vai avançando
e iludindo os eleitores. Mas até quando?
Isso tudo nos faz
pensar sobre a coerência do ditado que diz que mentira tem perna curta? Aqui no
Rio Grande do Sul parece que isso não acontece. Aqui a mentira tirou o bigode,
anda de sunga e pula valetas.

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