terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Tarso inventa o mandato estendido.



Sabe a moda da garantia estendida? Aquela que as lojas usam para prolongar a garantia de dos produtos que você compra? Pois é, o governo Tarso resolveu inovar criando a figura do mandato estendido. Aquele que ultrapassa os quatro anos para o qual foi eleito. Ao agir como se já estivesse reeleito, Tarso Genro, que já fixou reajustes salariais para o funcionalismo até 2018, acaba de anunciar, através da Empresa Gaúcha de Rodovias, a realização de investimentos na melhoria dos trechos sob jurisdição da EGR da ordem de R$ 200 milhões. O prazo para a execução das obras: 18 meses. Ou seja, até junho de 2015. Isto significa que a cobrança do pedágio se antecipou às obras de conservação dos trechos pedagiados, como por exemplo, tapar buracos.

E para manter a tradição de comemorar antes de realizar, a coletiva da EGR serviu também para anunciar a aplicação de recursos na compra de equipamentos e materiais para a SAMU, dentre eles novas ambulâncias, a serem utilizadas na prestação de socorro médico aos usuários das estradas e às comunidades localizadas as suas margens .  O que isto significa? Que o inicio da cobrança do pedágio estadual se deu (e ainda permanece) sem a devida infraestrutura de socorro médico necessária. Mas com foguetório e muito discurso.

Para ficar apenas no segmento rodoviário, outra série de anúncios prévios que acabaram não se concretizando é a de reativação dos controladores de velocidade (pardais) nas rodovias estaduais. Passados três anos de governo, o DAER ainda não conseguiu superar os entraves jurídicos que impedem a contratação da empresa responsável pelo serviço. Mas os anúncios continuam. E os acidentes nas estradas por excesso de velocidade também.

O que significa tudo isso? Que o PT está aprimorando a antiga estratégia de prometer e não cumprir, onde a implantação do piso do magistério é o maior exemplo. Agora não só promete, mas estabelece como prazo de execução o mandato seguinte. O que equivale dizer: se querem que eu realize me mantenham no poder. Caso contrário à culpa será do governo de ocasião. Postura inadequada moralmente, mas providencial politicamente. E como para o PT o que interessa é ganhar a eleição e não exercer uma gestão eficaz, os meios justificam os fins.  

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