Tarso
inventa o mandato estendido.
Sabe a moda da garantia estendida? Aquela que as
lojas usam para prolongar a garantia de dos produtos que você compra? Pois é, o
governo Tarso resolveu inovar criando a figura do mandato estendido. Aquele que
ultrapassa os quatro anos para o qual foi eleito. Ao agir como se já estivesse
reeleito, Tarso Genro, que já fixou reajustes salariais para o funcionalismo
até 2018, acaba de anunciar, através da Empresa Gaúcha de Rodovias, a realização
de investimentos na melhoria dos trechos sob jurisdição da EGR da ordem de R$
200 milhões. O prazo para a execução das obras: 18 meses. Ou seja, até junho de
2015. Isto significa que a cobrança do pedágio se antecipou às obras de
conservação dos trechos pedagiados, como por exemplo, tapar buracos.
E para manter a tradição de comemorar antes de
realizar, a coletiva da EGR serviu também para anunciar a aplicação de recursos na compra de equipamentos e materiais para a SAMU, dentre eles novas ambulâncias, a serem utilizadas na prestação de socorro médico aos usuários
das estradas e às comunidades localizadas as suas margens . O que isto significa? Que o inicio da
cobrança do pedágio estadual se deu (e ainda permanece) sem a devida infraestrutura
de socorro médico necessária. Mas com foguetório e muito discurso.
Para ficar apenas no segmento rodoviário, outra
série de anúncios prévios que acabaram não se concretizando é a de reativação
dos controladores de velocidade (pardais) nas rodovias estaduais. Passados três
anos de governo, o DAER ainda não conseguiu superar os entraves jurídicos que
impedem a contratação da empresa responsável pelo serviço. Mas os anúncios
continuam. E os acidentes nas estradas por excesso de velocidade também.
O que significa tudo isso? Que o PT está
aprimorando a antiga estratégia de prometer e não cumprir, onde a implantação
do piso do magistério é o maior exemplo. Agora não só promete, mas estabelece
como prazo de execução o mandato seguinte. O que equivale dizer: se querem que
eu realize me mantenham no poder. Caso contrário à culpa será do governo de
ocasião. Postura inadequada moralmente, mas providencial politicamente. E como
para o PT o que interessa é ganhar a eleição e não exercer uma gestão eficaz,
os meios justificam os fins.

Nenhum comentário:
Postar um comentário