Afinal, para que serve a Brigada
Militar?
Outrora
conhecida pela alcunha de briosa, pela excelência dos serviços prestados ao longo
de sua trajetória de quase dois séculos, a Brigada Militar começa a sofrer
críticas dos gaúchos pelo comportamento diferenciado que vem tendo nos últimos
anos, especialmente a partir dos protestos de junho de 2013. Idealizada para
ser um corpo de segurança de nível estadual, com a função primordial
de realizar o policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública do Estado
do Rio Grande do
Sul, a Brigada Militar, por sua formação militar (é considerada
força auxiliar do Exército brasileiro), tem na hierarquia um dos seus pilares
mestres da sua atuação. E, nesse aspecto, a obediência às determinações do
governador, considerado “comandante em chefe”, sobressai-se sobre todos os
demais interesses. E talvez esteja ai a causa das críticas da população.
Explico. Por ser uma organização policial de caráter eminentemente
técnico, o respeito a esta característica pelo seu “comandante em chefe” é
condição sine qua non para o bom
desempenho de suas atividades. E o governador Tarso Genro foi alem disso. Deu a
instituição uma orientação de cunho político. Aliás, repetiu o que fez com a
Polícia Federal quando foi ministro da Justiça. Pelo menos é isso que o ex-secretário
nacional de Justiça do governo Lula, Romeu Tuma Júnior, escreveu em seu livro “Assassinato
de Reputações – Um Crime de Estado”. Resultado:
a Brigada passou a ter uma ação mais contemplativa do que prática. Ou não foi
isso que se viu nos protestos de rua no ano passado e agora na greve dos rodoviários?
Não estou defendendo o uso da força. Mas a obediência
irrestrita da lei. Sob pena dos irresponsáveis se sentirem autorizados à
baderna. Ou o que é pior, os bandidos perderem o respeito pela força policial.
Governos passam. E muitos já passaram pela trajetória gloriosa da Brigada
Militar. Ao invés de usar politicamente a Brigada, Tarso Genro deveria investir
na qualificação da corporação, na aquisição de novos e modernos veículos e equipamentos,
e na melhoria dos salários dos brigadianos. Por falar nisso, quando foi a
última vez que você viu um PM na sua rua?

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