Que venha a revolução! Mas que seja
pacífica, ordeira e produtiva.

A Constituição Federal, em seu Art. 144, diz que a segurança pública é
dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, e deve ser
exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das
pessoas e do patrimônio, através dos órgãos de polícia.
Pois
bem, quando os governantes dão ordem para que suas polícias não
interfiram nos movimentos populares quando estiver ocorrendo depredação
do patrimônio (público e privado), sob o argumento de evitar confronto e,
consequentemente, ameaça a integridade física dos envolvidos, eles
(governantes) não estão desobedecendo a Constituição?
E no caso da vigência da determinação, tornada pública pela imprensa, a
responsabilidade pelo controle dos atos de vandalismo não passa a ser dos manifestantes (como um todo)?
Protestar é bom e faz bem. Mas ter limites também.
O certo é que não dá para tolerar criminosos escondidos por trás de
máscaras e nem autoridades públicas, com interesses políticos ou não,
omissas de suas responsabilidades.
Que venha um novo Brasil,
mais ético e justo socialmente, mas que seja construído sobre uma base
solidificada em cima do respeito à ordem e às leis.
Só assim
estaremos formando líderes comprometidos com a melhoria de vida da
população e formando uma nova consciência às futuras gerações de
brasileiros.
O PT e a nova classe média
Todos
são iguais perante a lei. Ok. Mas existe uma verdade inequívoca numa
democracia que se propõe justa: Se cabe ao Estado assegurar saúde,
educação, segurança e justiça, tudo o mais tem que ser conquistado com
trabalho. Por isso, considero temerário para a manutenção do regime
democrático a política da filantropia com recursos públicos. Aliás,
público mediante financiamento do contribuinte/trabalhador (pagador de
impostos). Ou seja, o Estado, por força de lei, é o procurador do
cidadão, com autonomia para gerir a contribuição compulsória que deveria
subsidiar o desenvolvimento do país, estado e município, e que
teoricamente deveria ser revertido em benefícios para a qualidade de
vida dos cidadãos.
Bem, mas e a tal justiça social? Que prega a lei
"Robin Hood", pegando dos que geram renda para distribuir para os pobres
que nada tem? Um Estado que funciona bem oferece serviços igualitários
para as principais necessidades da sociedade. Ah, mas no Brasil
o Estado não funciona bem! Mas não é por falta de dinheiro. Ouvimos
todos os dias nossa presidente afirmar que somos um país em franco
desenvolvimento, com um dos maiores PIBs do planeta. Se não é grana,
então o problema está na gestão. E é ai que a porca torce o rabo. Sem
gestão não há emprego. E sem emprego não há desenvolvimento pleno. Nem
atendimento pleno das necessidades da população.
Façamos pois, todos, a
nossa parte. O Estado cumprindo suas obrigações constitucionais e o povo
gerando riquezas, através do seu esforço próprio. Para si, para sua
família e, se possível, para a nação. Tudo isso para dizer que acho um
absurdo o governo do PT, depois de dar(ou prolongar infinitamente o
pagamento de prestações irrisórias não é quase doar?) casa resolva agora
"doar" eletrodomésticos para a população chamada em "extrema pobreza".
Sem produzir para colher os frutos, esse universo de apadrinhados
políticos já dispõe de casa, eletrodomésticos, bolsa-família, cotas nas
universidades, etc. Quero só ver quando começarem, nessa evolução fácil
de vida, a exigirem carro, casa na praia e outros avanços mais.
Gratuitamente. Afinal, a Dilma não tem dito que eles estão entrando para
a classe média?