quinta-feira, 4 de outubro de 2012


Para que serviu o horário eleitoral?



Encerra hoje a propaganda eleitoral gratuita de rádio e TV. A da majoritária já terminou ontem. Especificamente sobre Porto Alegre, ela, ao contrário do que muitos projetaram, não teve o impacto decisivo esperado. Claro que foi importante. Permitiu, por exemplo, que os porto-alegrenses soubessem, pela primeira vez, que o prefeito Fortunati não ficou apenas catando animais pelas ruas ou emergindo canos sobre as águas do Guaíba. Mostrou obras, a maioria em andamento, e, principalmente, iniciou muitas outras. Especialmente durante a campanha eleitoral.

Possibilitou a apresentação, ao eleitorado porto-alegrense, de Adão Villaverde como o candidato do PT. Tendo como principal obstáculo justamente esse pouco conhecimento, optou pelo codinome Villa para popularizar-se junto ao público alvo do PT. Conseguiu. Mas não o suficiente para colocar-se entre os dois principais colocados nas pesquisas de intenção de voto. Foi o candidato que mais “estrelas” apresentou na telinha. Encerrou sua propaganda apresentando o melhor de todos os programas de encerramento.

Permitiu, ainda, que os eleitores soubessem quem é Wambert Di Lorenzo, um desconhecido candidato do PSDB até então “virgem” em eleições. Soube aproveitar a oportunidade para alçar novos voos. Da mesma forma, obedecendo rodízio constante no PSTU, a propaganda serviu para que Érico Corrêa desovasse as críticas dos radicais do partido sobre tudo e sobre todos, desde a prefeitura, passando pelo governo do Estado, até a presidência da república.

Por falar em radicalismo, a propaganda serviu também para a reaparição de Roberto Robaina. O mesmo Robaina de sempre, agora identificado com o complemento “neles”, herdado do ex-candidato e mais novo filiado do PSol, Fúlvio Petracco. Permitiu, ainda, a presença constante de Luciana Genro, impedida de concorrer pela legislação eleitoral, numa espécie de preparação prévia para as eleições proporcionais de 2014.

Outro conhecido dos telespectadores no período eleitoral, Jocelin Azambuja, teve como novidade apenas o seu novo partido (PSL). Mais um dentre tantos com que já apareceu no horário eleitoral gratuito. Saiu com a consolidação do homem que defende a Educação como solução para todos os problemas. Quase todos, pois não tem conseguido alcançar 1% nas pesquisas eleitorais.  

E para encerrar esta análise, Manuela. Soube, como sempre, tirar proveito de sua simpatia e desenvoltura televisiva. Experiente em eleições (é a sua quinta) tentou demonstrar o mesmo apresentando-se como madura o suficiente para ser prefeita de Porto Alegre. E as pesquisas mostram que conseguiu. Embora os percentuais ainda não lhe garantam vaga no segundo turno. Já é vista pelo eleitorado porto-alegrense como a principal adversária de Fortunati. E pelo que se viu na TV, também por ele. Foi de todos os candidatos o que mais priorizou a apresentação de propostas.

Se a TV continua soberana na definição dos votos dos eleitores indecisos, não há como negar o crescimento da influência das redes sociais. Não só para a conquista do voto, mas para pautar a produção dos programas eleitorais de rádio e TV. Agora só nos resta ver e ouvir a manifestação das urnas. Este sim o principal meio de comunicação do eleitor com o candidato. 

Imagem: antoniozacarias.org

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