sábado, 6 de outubro de 2012


Nunca antes em Porto alegre...

As pesquisas eleitorais realizadas com os eleitores de Porto alegre estão indicando, já faz algum tempo, que o pleito já está decidido. E no primeiro turno. E que o vencedor será José Fortunati. Se isto acontecer será o pleito mais sem graça de todos já realizados na capital e o único a ser decidido sem a realização do segundo turno. Dentre as principais razões para que essa previsão se concretize estão, a meu ver, o desconhecimento, por parte dos eleitores, de boa parte dos candidatos; coligações partidárias de pouca expressão; e a escassez de recursos financeiros. Pois o que é dificuldade para os seis candidatos que fazem oposição ao atual prefeito de Porte Alegre é justamente onde está a sua força e, conseqüentemente, a sua vantagem.

 E esse panorama favorável à Fortunati já se reflete não apenas no seu crescimento nas pesquisas, mas também no ânimo dos seus concorrentes. É que essa história de que a verdadeira pesquisa é o resultado das urnas não cola mais. Os próprios partidos possuem suas pesquisas. Tanto quantitativas como qualitativas. Por isso, embora não reconheçam suas dificuldades publicamente, internamente isso não ocorre. E o abatimento é uma conseqüência natural. Falta disposição, falta dinheiro e falta esperança. E isso contamina candidatos da majoritária e desespera os candidatos da proporcional (vereadores).

 Mas apesar de todas as responsabilidades dos candidatos em desvantagem nas pesquisas, e de seus partidos e apoiadores, o grande responsável pelo resultado previsto é o eleitor. Daí a minha indagação: os principais temas de interesse dos porto-alegrenses foram adequadamente debatidos? Se foram, está ai a razão para que a eleição seja decidida no primeiro turno. Se não foram, por que não utilizar o segundo turno para isto.  A menos que a superioridade de Fortunati perante os demais candidatos seja tanta que se torna desnecessário esperar 20 dias para reconduzí-lo ao Paço Municipal. Mas a meu ver este não é o caso.

Particularmente acredito que, não havendo nenhum oponente que tenha se destacado durante a campanha, talvez pelas razões citadas acima, o eleitor tenha optado pelo voto conservador. Ou seja, por Fortunati. Não podemos esquecer, também, a influência do marketing produzido pela equipe do atual prefeito, que soube utilizar a propaganda eleitoral de rádio e TV (com o maior de todos os tempos) para apresentá-lo com um executivo tocador de obras. Outra lembrança importante refere-se aos altos índices de aprovação do governo Fortunati, expostos pelas pesquisas antes e durante a campanha eleitoral. Por tudo isso, não fica nenhum pouco difícil explicar a aceitação da máxima “melhorou, vai melhorar”.

Se a campanha eleitoral não empolgou o eleitor, pelo menos serviu para que os porto-alegrenses tomassem conhecimento do que foi feito nos últimos quatro anos, especialmente nos últimos dois anos, coisa que ainda não tinha tido a oportunidade de saber. E de conhecer as promessas do atual prefeito em relação ao seu próximo mandato.

Vamos esperar a contabilização das urnas para a oficialização do resultado final. Mas tudo indica que as pesquisas estão corretas. Ou seja, que a eleição de 2012, em Porto Alegre, foi a mais “chocha” de todas as realizadas até agora.

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