A agropecuária gaúcha vai bem,
as
suas custas!
Não
poderia ter havido noticia mais auspiciosa para a economia gaúcha do que o
balanço altamente positivo da Expointer 2012. Ainda com os números sendo
computados, os negócios fechados na edição desse ano já superam a marca dos R$
2 bilhões. Acima de todos os anos anteriores. E o mais importante, marca essa
obtida num ano de muitas dificuldades para o setor primário, principalmente
pela longa estiagem que devastou lavouras e pastagens. O grande responsável por
está conquista é o produtor rural do Rio Grande do Sul, que não se deixou
abater pelas intempéries climáticas e investiu em tecnologia para aumentar a
produtividade.
Tudo
isso sem o apoio necessário por parte do Estado (entenda-se aqui como Poder Público).
Ou não está faltando investimentos em irrigação, construção de barragens,
melhoria nas condições das estradas para o escoamento das safras, etc. O que é
inadmissível, haja vista a importância do setor primário para a economia
nacional é gaúcha. Para se ter uma idéia, no Rio Grande do Sul, a produção primária
é responsável por um terço do seu Produto Interno Bruto, o que a torna o
economia do estado dependente do agronegócio.
No
caso específico da Expointer são nítidas as carências não atendidas pelo
Estado, responsável pela área e instalações da feira. As vésperas do inicio da
exposição, a mídia mostrou uma radiografia do descaso governamental,
registrando estruturas metálicas corroídas, instalações mal iluminadas. Durante
a realização do evento, entretanto, é que sentiu a falta de apoio estatal. Ausência
de drenagem adequada para as pistas de competição, estacionamentos acanhados,
vias de acesso inadequadas ao volume de veículos de visitantes, são alguns dos
muitos exemplos das melhorias que ainda precisam ser implantadas e que, governo
após governo, ficam apenas no discurso.
Por
tudo isto e muito mais é que o produtor gaúcho merece o reconhecimento de
todos. Pela sua perseverança. Pelo seu otimismo. Pelo seu trabalho. Pela
façanha que tem servido de exemplo a toda terra, seja ela o Brasil ou o Rio
Grande do Sul. Que um dia tudo isso seja reconhecido também pelos governos
federal e estadual. E se não for, torçamos que pelo menos eles não atrapalhem.
O resto pode deixar que os produtores dão um jeito. Faça chuva ou faça sol.

Nenhum comentário:
Postar um comentário