Pai, não entre na fila.
Na manhã deste sábado, um
repórter da Rádio Gaúcha entrevistou um pai que estava na fila de visitas do
presídio central de Porto Alegre. A pergunta era como ele via o Dias dos Pais
com o seu filho encarcerado. “Será o pior de todos os dias”, respondeu o pai. E
complementou: “Tudo por causa das más companhias”. O motivo da prisão do filho:
assalto à mão armada. Trata-se de uma
resposta que poderia ter sido dita por pais que sofrem vendo os filhos viciados
em drogas, integrando gangs violentas, etc. O que não ouvi do pai do apenado - e
quase não escuto dos pais com filhos de má conduta social – foi uma
manifestação de “minha culpa”. Sim, pois tudo começa na família. Acontece por
causa dela. E termina nela.
E nesse cenário, infelizmente, o
pai tem participação decisiva nos descaminhos dos filhos. Seja pelo abandono,
descaso, mau exemplo, violência ou outro motivo. Se a presença da mãe é vital
para o futuro do filho (a), a participação positiva e propositiva do pai é
fundamental. Não sei se esse é o caso do pai entrevistado, mas em se tratando
de filhos presidiários, se não for, é exceção. Também o Estado, PAI DE TODOS,
tem expressiva importância na formação dos jovens. Seja através do acesso a uma
educação de qualidade, da oferta de segurança e saúde eficientes, e da geração
de empregos. E nesse aspecto, comparando-o ao pai irresponsável, está deixando
muito a desejar.
Então nesse Dia dos Pais, mais do
que um motivo de confraternização, é o momento para que os pais façam uma
reflexão sobre o seu desempenho paternal. E além de agradecer o abraço e/ou o
presente, peçam perdão aos filhos pelos seus erros, equívocos ou descasos. Isto
vale para os governantes, que antes de serem detentores de cargos, são seres
humanos. Ou seja, pais ou mães. Tal comportamento, com certeza, poderá evitar
suas presenças nas filas de espera de hospitais, clínicas ou penitenciárias.
O bom exemplo é e continuará
sendo o melhor antídoto contra os descaminhos da juventude. E se não tiverem
coragem de fazer isso ao vivo, façam pela Internet, através do faceboock,
twitter ou outro meio social, “brinquedos” que os jovens levam a sério. Mas
façam. Enquanto é tempo.
Imagem: conselhodacomunidadefoz.blogspot.com
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