segunda-feira, 2 de julho de 2012


Supermercados querem reduzir a distribuição de sacolas plásticas

Tem momentos que parece que o Rio Grande do Sul tem prazer em andar na contramão do Brasil. Há poucos dias a Justiça determinou que os supermercados de São Paulo voltassem a fornecer sacolas plásticas aos seus clientes. O argumento foi de que a economia gerada pelo não fornecimento das sacolas beneficiou apenas o setor varejista, não acarretando nenhum ganho ao cidadão. Além disso, as pessoas passaram a comprar sacos de lixo para substituir as sacolas dos supermercados que eram utilizadas para descartar o lixo doméstico. Com isto nem o meio ambiente foi beneficiado.

Pois bem, não é que a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), o Ministério Público do Estado e a Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS) vão lançar uma campanha educativa para reduzir o uso de sacolas plásticas por parte dos consumidores gaúchos. A intenção é economizar 300 milhões de embalagens plásticas nos próximos seis meses. Será que vão fazer aqui o que não deu certo em São Paulo?  Não acredito.

Um dos argumentos do movimento é de que muitos consumidores pedem para colocar os produtos em duas sacolas plásticas, com receio de que uma só não resista ao peso e rasgue, o que gera um custo adicional para os supermercados pois exige a compra de um volume adicional de sacolas. Ora, se o problema é a fragilidade das atuais sacolas que exijam dos fornecedores um produto mais resistente. Aliás, o governador Tarso Genro deverá assinar em breve um decreto que regulamenta a Lei Estadual nº 13.272/2009, que proíbe a disponibilização de sacolas plásticas por supermercados e outras casas de comércio fora dos padrões estabelecidos pela norma nº 14.937 da ABNT.

Por tudo isso é bom que os supermercadistas coloquem suas barbas de molho. Se é que a arrecadação vem caindo nos últimos meses a culpa não é das sacolas plásticas e sim do aumento do preço dos produtos, apesar do governo continuar insistindo de que a inflação está contida. Assim, o “tiro” pretendido poderá “sair pela culatra”, reduzindo o número de idas e vindas dos consumidores ao supermercado. Se é para fazer campanha, que seja para ensinar às donas de casa a separarem o lixo (seco e orgânico) ou à escolher o melhor destino para as sacolas plásticas. Bem, como tudo isso está ainda no plano das hipóteses, vamos esperar o lançamento da campanha. 
Imagem: odiariodeterezopolis

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