segunda-feira, 2 de julho de 2012


O labirinto de Porto Alegre



Só os porto-alegrenses – e assim mesmo a minoria deles – podem transitar pelas ruas da cidade sabendo por onde anda. Os outros (a imensa maioria) circulam como se estivessem num imenso labirinto, percorrendo traçados conhecidos para chegar a endereços desconhecidos. O que quero dizer com isso? Que se depender da identificação das ruas o porto-alegrense provavelmente irá se perder. Em tempo de véspera da Copa do Mundo (e não só por isto) são raras as esquinas que identificam o nome da via pública. O normal é não ter identificação. Há pouco tempo a prefeitura deu publicidade a instalação de placas identificando os bairros da capital. Esqueceu, entretanto, que para chegar lá é preciso seguir uma rota. Que precisa ser conhecida. Ou seja, identificada visualmente. Ah bom! Mas isso não acontece. Então as tais placas servem apenas para demonstrar uma falsa organização, pois na prática de nada adiantam. Qual a dificuldade de instalar placas identificativas das ruas e avenidas? E o pior é que à noite o problema se agrava ainda mais, devido à péssima iluminação publica. Modernizar a cidade é ótimo, mas fazer o tradicional dever de casa é mais ainda.  Boa pauta para os debates da campanha eleitoral.

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