terça-feira, 10 de julho de 2012


A eleição da Internet


Mal começou a campanha eleitoral em Porto Alegre e já iniciaram as reclamações dos candidatos pelo “mau uso” da Internet. Nenhuma surpresa. Se nas eleições de 2008 e 2010 a participação do eleitor ainda engatinhava na Internet, especialmente nas redes sociais, nesta eleição a campanha virtual decolou. Mas como toda novidade os excessos acabam acontecendo. E precisam ser combatidos. Mas como toda exceção, estes equívocos não podem contaminar a importância da Internet para o pleito: o envolvimento do eleitor. Se quisermos melhorar a política, escolhendo melhor os políticos, a troca de informações e opiniões pela Internet é imprescindível para uma campanha produtiva. E foi buscando opiniões sobre o tema que me deparei com o artigo da diretora da empresa Campanha Digital, Christiane Liberatori. Por considerá-lo oportuno para o presente momento - apesar de ter sido publicado em abril de 2011 – é que resolvi compartilhá-lo com meus seguidores. Ei-lo:

Eleições Municipais 2012 já começaram na Internet

O uso da internet nos processos eleitorais e a exploração completa e mais eficiente das mídias sociais como novos canais de comunicação fez com que a voz, a imagem e as mensagens de cada político atingissem aqueles eleitores que já encaravam o tradicional horário político da TV como um momento de piada ou simplesmente de desligar o aparelho.

A internet modernizou as eleições, convidando o eleitor a participar da concepção aos bastidores das campanhas de seus candidatos, fosse por fotos ou vídeos do YouTube. Áreas de recado se tornaram palcos de opinião e trouxeram o eleitor para o debate político, passando a servir-lhe como instrumento de diálogo e participação na campanha.

As redes sociais representam uma oportunidade de ampliação da base social e eleitoral de um político e poderosos canais de divulgação e promoção de conteúdos sobre o candidato, servindo a eles como perfeitas plataformas de disseminação de mensagens e notícias espontaneamente reproduzidas por eleitores.

Jogos e aplicativos sociais contagiam os jovens que definitivamente voltaram suas atenções de forma lúdica e participativa à política atual. Fórmula que resolveu o velho problema em atrair a atenção da juventude para a participação política.

Sejamos realistas: o eleitor está mais bem informado e consequentemente mais crítico, mas isso só será problema para o candidato que não conseguir acompanhar o novo momento político que a tecnologia tem trazido às sociedades.

O papel que uma campanha eleitoral deve cumprir é o de envolver o eleitor no seu projeto e a internet é a melhor forma de se construir isso.

Christiane Liberatori é Estrategista Político-Digital da Campanha Digital. Economista pela PUC-SP, atua na área de novas tecnologias voltadas para o marketing desde 2007, com premiação internacional no setor e mais de 10 anos de experiência em partidos e instituições da área política.

Imagem: mariano.delegadodepolicia.com

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