segunda-feira, 30 de julho de 2012


E La nave se va!


Gostaria de ter errado meu prognóstico de que a equipe olímpica brasileira iria repetir em Londres o mau desempenho das Olimpíadas anteriores. Não errei. E bastaram três dias para essa constatação. Das 78 medalhas disputadas (ouro, prata e bronze) o Brasil ganhou apenas três (um ouro, uma prata e um bronze). Mas minha previsão não estava baseada apenas no quadro de medalhas, mas na constatação de que o governo brasileiro (este e os anteriores) faz muitíssimo pouco pelo esporte. Atleta brasileiro que se destaca é porque tem o apoio de algum clube bem estruturado e um patrocinador privado.

Pois bem. Em meio aos primeiros indícios de mais um irrisório desempenho olímpico (ou a pujança econômica que o Brasil se jacta possuir não teria que se refletir também no esporte nacional?), Dilma Rousseff, de Londres, manda dizer que ao término desta Olimpíada o governo brasileiro vai anunciar um plano de apoio ao esporte. A iniciativa, segundo a presidenta, visa à preparação dos atletas para a Olimpíada de 2016, no Brasil. Para tanto, a União irá investir recursos públicos na promoção e incentivo de esportes individuais, com vistas à melhorar a posição brasileira no quadro de medalhas.

Ah, presidenta! A meta é até 2016? Então aí vai mais uma previsão deste blogueiro. Não vai dar certo. Uma política eficaz de educação (Esporte é Educação) esportiva não se faz com meta de curto prazo. Até porque a Educação brasileira (e consequentemente o esporte amador) carece de medidas estruturantes, impossíveis de serem implementadas à curto prazo. 

Bem, mas já é um começo. Só espero que não sirva de palanque eleitoral (ou será eleitoreiro?), já que teremos eleição para a presidência da República em 2014. 

E assim La nave se va. Aos poucos. De esperança em esperança. 

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