1º Debate entre os
candidatos
a prefeitura de Porto Alegre
O primeiro debate envolvendo os sete candidatos à prefeitura de Porto Alegre,
promovido pela RBS na manhã desta sexta-feira (6/7) e transmitido ao vivo pela
Rádio Gaúcha e TVCOM permitiu-nos observar aspectos (perfis) comportamentais
dos candidatos nos confrontos interpessoais. Fazendo jus a proposta deste blog, exponho
minha opinião a respeito de como observei o comportamento de cada um deles. Na medida em que os debates forem acontecendo
irei aprimorando e/ou revisando minha visão inicial.
Adão Villaverde (PT): Procura mostrar que tem afinidades com o governo
do Estado e com o Palácio do Planalto, o que facilitaria a aprovação e execução
de projetos, com o conseqüente envio de recursos estaduais e federais. Não mostrou belicosidade no seu discurso e
tratou com parcimônia os possíveis aliados de segundo turno.
Érico Corrêa (PSTU): Adota a posição de franco atirador, não poupando
críticas a nenhum partido opositor. Discurso contundente e voltado
principalmente à defesa dos trabalhadores, especialmente o funcionalismo público
e neste particular, deu atenção especial aos trabalhadores da área da Educação.
Procurou aproximar-se do candidato do PSol, talvez buscando formar uma ala
radical nos debates.
Jocelin Azambuja (PSL): Ex-vereador, procura mostrar-se conhecedor dos
problemas da capital, mas pecou pelo exagero, como quando defendeu o uso da
bicicleta e dos barcos tipo catamarã como soluções para a melhoria da circulação
viária de Porto Alegre. Mostrou-se como um candidato light, indicativo de que a
polêmica não fará parte de sua estratégia nos debates.
José Fortunati (PDT): Aparentou serenidade e confiança, mesmo sabendo
que seria alvo preferencial das manifestações dos outros candidatos. Mostrou-se
seguro nas respostas, procurando passar a mensagem de que seu governo está
fazendo o que a cidade precisa e que aquilo que está em andamento ou previsto
para acontecer irá atender os principais anseios dos porto-alegrenses.
Manuela D’Ávila (PCdoB): Única mulher entre os sete candidatos, Manoela fez
um discurso pautado pelo famoso “continua o que é bom e melhora o que está ruim”.
Focou sua mira naquele que segundo as pesquisas será o seu principal adversário:
José Fortunati. Teve o cuidado, porém, de não ser agressiva com os possíveis
apoiadores de segundo turno, mas quando foi necessário, foi contundente com o
candidato do PSol, Roberto Robaina, que criticou a tentativa de aliança dos
comunistas com o PP. Dá sinais de que irá se fixar no plano de governo
defendendo que a solução para os principais problemas de Porto Alegre passa por
uma gestão qualificada. Buscará fortalecer a imagem de política experiente e
mulher madura e competente.
Roberto Robaina (PSol): Homem bomba. Verdadeira metralhadora giratória. Não
poupa ninguém. Será o grande crítico das ações do governo federal, estadual e
municipal. Valoriza questões ideológicas e defende o Estado como senhor de
todas as coisas. Peca quando passa a imagem de ser porta-voz do único partido
incorruptível e ético do país.
Wambert Di Lorenzo (PSDB): Iniciante em campanhas eleitorais, o professor Wambert,
a exemplo da candidata do PCdoB, mostrou que vai insistir que o problema de
Porto Alegre é de gerenciamento. E, nesse sentido vai, ao mesmo tempo, defender
e valorizar as iniciativas tomadas pelo governo Yeda Crusius (mentora e principal
apoiadora de sua candidatura) e propor sugestões diferenciadas, que envolvam a
parceria com a iniciativa privada.
Imagem: paranhananet.com.br
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