sexta-feira, 6 de julho de 2012


1º Debate entre os candidatos
 a prefeitura de Porto Alegre


 O primeiro debate envolvendo os sete candidatos à prefeitura de Porto Alegre, promovido pela RBS na manhã desta sexta-feira (6/7) e transmitido ao vivo pela Rádio Gaúcha e TVCOM permitiu-nos observar aspectos (perfis) comportamentais dos candidatos nos confrontos interpessoais.  Fazendo jus a proposta deste blog, exponho minha opinião a respeito de como observei o comportamento de cada um deles.  Na medida em que os debates forem acontecendo irei aprimorando e/ou  revisando minha visão inicial.

Adão Villaverde (PT): Procura mostrar que tem afinidades com o governo do Estado e com o Palácio do Planalto, o que facilitaria a aprovação e execução de projetos, com o conseqüente envio de recursos estaduais e federais.  Não mostrou belicosidade no seu discurso e tratou com parcimônia os possíveis aliados de segundo turno.

Érico Corrêa (PSTU): Adota a posição de franco atirador, não poupando críticas a nenhum partido opositor. Discurso contundente e voltado principalmente à defesa dos trabalhadores, especialmente o funcionalismo público e neste particular, deu atenção especial aos trabalhadores da área da Educação. Procurou aproximar-se do candidato do PSol, talvez buscando formar uma ala radical nos debates.

Jocelin Azambuja (PSL): Ex-vereador, procura mostrar-se conhecedor dos problemas da capital, mas pecou pelo exagero, como quando defendeu o uso da bicicleta e dos barcos tipo catamarã como soluções para a melhoria da circulação viária de Porto Alegre. Mostrou-se como um candidato light, indicativo de que a polêmica não fará parte de sua estratégia nos debates.

José Fortunati (PDT): Aparentou serenidade e confiança, mesmo sabendo que seria alvo preferencial das manifestações dos outros candidatos. Mostrou-se seguro nas respostas, procurando passar a mensagem de que seu governo está fazendo o que a cidade precisa e que aquilo que está em andamento ou previsto para acontecer irá atender os principais anseios dos porto-alegrenses.  

Manuela D’Ávila (PCdoB): Única mulher entre os sete candidatos, Manoela fez um discurso pautado pelo famoso “continua o que é bom e melhora o que está ruim”. Focou sua mira naquele que segundo as pesquisas será o seu principal adversário: José Fortunati. Teve o cuidado, porém, de não ser agressiva com os possíveis apoiadores de segundo turno, mas quando foi necessário, foi contundente com o candidato do PSol, Roberto Robaina, que criticou a tentativa de aliança dos comunistas com o PP. Dá sinais de que irá se fixar no plano de governo defendendo que a solução para os principais problemas de Porto Alegre passa por uma gestão qualificada. Buscará fortalecer a imagem de política experiente e mulher madura e competente.

Roberto Robaina (PSol): Homem bomba. Verdadeira metralhadora giratória. Não poupa ninguém. Será o grande crítico das ações do governo federal, estadual e municipal. Valoriza questões ideológicas e defende o Estado como senhor de todas as coisas. Peca quando passa a imagem de ser porta-voz do único partido incorruptível e ético do país.

Wambert Di Lorenzo (PSDB): Iniciante em campanhas eleitorais, o professor Wambert, a exemplo da candidata do PCdoB, mostrou que vai insistir que o problema de Porto Alegre é de gerenciamento. E, nesse sentido vai, ao mesmo tempo, defender e valorizar as iniciativas tomadas pelo governo Yeda Crusius (mentora e principal apoiadora de sua candidatura) e propor sugestões diferenciadas, que envolvam a parceria com a iniciativa privada.

Imagem: paranhananet.com.br

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