A polêmica dos pedágios
Disposto
a cumprir a promessa de campanha de acabar com os pedágios privados no Rio
Grande do Sul o agora governador Tarso Genro está fazendo verdadeiros malabarismos
técnicos e políticos para isto. A primeira medida foi avisar (pelo menos
publicamente) os atuais concessionários de que seus contratos não serão
renovados. Depois, com o apoio da base aliada da Assembléia Legislativa, criou
a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), semeando a idéia de que o sistema de pedágios
no estado passará a ser o comunitário. Pelo menos foi o que deixaram
transparecer os deputados da base em seus discursos. O certo é que o assunto não
ficou bem esclarecido. Até porque não houve tempo para uma discussão mais amiúde
da proposta do Executivo.
Agora
lê-se nos jornais que o Governo do Estado está disposto a devolver à União os cerca
de 2 mil quilômetros de estradas federais repassadas ao Estado e concedidas à
iniciativa privada. É bom lembrar que todo esse imbróglio surgiu anos atrás
quando Estado e União não tinham recursos suficientes para manter suas estradas
em boas condições. Ai o pedágio privado foi a solução.
Ao
que parece, não é mais. Pelo menos para o Governo Federal que vê seus cofres encherem
cada dia mais, fruto da enorme carga tributária aplicada sobre o cidadão (com
carro ou a pé) e sobre as empresas. Mesmo assim duvido que a União não se deixe
seduzir pelo apelo do pedágio privado. Mas se em Brasília dinheiro não é
problema, o mesmo situação não ocorre com o Governo do Estado. Daí que a única
garantia é de que para fazer a manutenção das rodovias sob sua jurisdição o pedágio
será o caminho. Seja ele público ou privado. Ou os dois.
Resumindo,
independente de quem será o responsável pela conservação das estradas gaúchas o
certo é que quem acabará pagando a conta, mais uma vez, será a população. Seja
através de pedágio ou do pagamento de impostos. Reza torcer que pelo menos apliquem melhor
estes recursos.
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