segunda-feira, 24 de agosto de 2015

E agora?




E agora João?
A greve acabou.
O salário atrasou.
E congelou.
O desconto chegou.
E o carteiro também.

E agora Maria?
O piso mofou.
A criança chorou.
A barriga roncou.
E a esperança morreu.

E agora João?
O imposto aumentou.
O desemprego atacou.
O rancho mingou.
E a promessa se foi.

E agora Maria?
O medo aumentou.
A escola piorou.
O hospital demorou.
E o traficante virou babá dos seus filhos.

E agora João?
A vergonha atacou.
A revolta transbordou.
O pranto rolou.
E o sonho acabou.

E agora Maria?
E agora João?
Como viver com tanta decepção.
De não poder voltar atrás.
E fazer tudo diferente.
Construir um novo presente.
Um futuro decente.
Para a gente.
E para esse Rio Grande doente.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Uma transparência nebulosa.






Todos sabemos das dificuldades financeiras do Estado. O que não dá para entender é porque o funcionalismo foi escolhido como boi de piranha? Pior, só os servidores do Executivo. Se o governo quer mesmo mostrar à sociedade que está se esforçando para sair da crise, que brigue também com os "cachorros grandes" (Judiciário, Assembleia, Governo Federal e grandes devedores). E mais, se quer mesmo o apoio de toda sociedade então por que vai propor o aumento do ICMS? Se for aprovada a elevação dos preços isso irá atingir a população como um todo, pois significará o reajuste das tarifas da energia elétrica, telefone e combustíveis. São essas distorções que fazem com que os gaúchos tenham dificuldade de aceitar as explicações e compreender as atitudes do governo estadual.