O que as pesquisas não mostraram.
Juro que não é mania de
perseguição. É apenas constatação. Resultado de um exercício lógico de
pensamento. Por que é tão difícil repetir comportamento quando uma pesquisa não
favorece o governante de ocasião? Refiro-me as duas pesquisas que colocaram Ana
Amélia Lemos a frente do governador e candidato a reeleição, Tarso Genro. Na
primeira, que apesar de registrada no TRE, o contratante (Cia. Jornalística
Caldas Jr.) decidiu não publicá-la. Ou seja, dar-lhe publicidade. Nela, dizem
algumas fontes privilegiadas, Ana Amélia aparece bem à frente de Tarso, superando
a marca dos 40 por cento, e Tarso com uma avaliação que não chega à 30 por
cento.
Na outra, publicada na ZH dominical,
a análise aparece incompleta, pois não apresenta a simulação de segundo turno.
A coincidência com a que não foi publicada? Ana Amélia aparece bem à frente de
Tarso. Mas o mais inquietante foi a explicação dada pelo jornal: “O Ibope não
fez a simulação do segundo turno porque está é a primeira rodada depois do
registro das candidaturas”. Como assim? Então não é mais o contratante que
define o objeto de interesse da pesquisa?
Estranho, tudo muito estranho. E o pior, sem nenhuma
explicação plausível. Então é de se perguntar:
Onde está a tal transparência defendida pelas duas empresas de
comunicação quando o foco é o poder público? Onde foi parar a coerência e a
imparcialidade, bases do jornalismo isento e responsável? Depois não digam que
tiveram o cuidado de não influenciar na decisão final do pleito. Desse jeito
vai ser difícil de acreditar.

